"Demasiada lucidez é culpada num mundo de cegos, que, com a cegueira, se contemplam sem desastre de maior"

27 de Março de 2013

O Cacém chegou ao Teatro

É hoje, dia 27 de Março, Dia Mundial do Teatro, que a décima maior cidade do país sobe a palco pela quarta e última vez. O Cacém torna-se assim, através da voz e do corpo de Rui Catalão, num objecto de estudo sociológico. Um objecto de estudo que é nada mais do que uma colecção de memórias e histórias de infância e adolescência. Histórias essas que o Rui traz para palco num monólogo em tom de diálogo ou, como lhe prefere chamar, num «solo acompanhado». Sentado à volta do dramaturgo, todo o público é uma personagem, um interlocutor, uma parte activa da hora psicológica e superficialmente profunda da “Av. dos Bons Amigos”. Foi lá ao pé que o Rui cresceu, viveu, bloqueou e amadureceu. E foi graças a ela que ganhou a inspiração para honrar a memória de um amigo que o cancro levou debaixo do braço. Esta peça é para ele e também para todos os outros que queiram hoje fazer uma visita ao Teatro Maria Matos, às 21h30.


Texto, Sonoplastia e Produção: Tiago Martins
Ajuda à Produção: Pedro Sá

11 de Fevereiro de 2013

"Vem Sentar-te Comigo, Lídia, à Beira do Rio"

Adaptação e interpretação do poema de Ricardo Reis, com música dos Foreign Fields.

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassossegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento —
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçámos as mãos, nem nos beijámos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim — à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.




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Ideia e Produção: Tiago Martins
Texto: Ricardo Reis
Música: Foreign Fields

29 de Agosto de 2012

Concurso "Ídolo do Volante"

Deixo aqui o primeiro vídeo que criei para o concurso que me valeu o lugar de apresentador do programa "Volante", na SIC Notícias.

Olá, o meu nome é Tiago Martins e este é o "meu" Seat Ibiza de 1999.
Com ele tornei-me no primeiro "Ídolo do Volante". Tornei-me no novo apresentador do programa "Volante", na SIC Notícias. Tornei-me num maníaco dos automóveis.



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Imagem: Mário Rui André
Áudio: Rita Bernardo
Realização, Edição e Montagem: Tiago Martins

25 de Julho de 2012

Na Playboy Há "Chicha"

A Playboy foi para a rua mostrar que não é um catálogo de lingerie e as reacções foram...surpreendentes!



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Apresentação:
- Bruno Costa
- Tiago Martins

Câmara:
- Tiago Simões

Edição:
- Maria Pena

Assistentes de Produção:
- Perly Ramos
- Rúben Baía

24 de Julho de 2012

Interrogatório Mafioso

Uma aventura sonora para ouvir com uns headphones e com os olhos bem fechados

Um intermediário, que usualmente deposita no banco malas cheias de dinheiro da máfia, deu sumiço a 500.000€. Diz não saber o que aconteceu e garante que foi o banco que arranjou maneira de ficar com o dinheiro culpabilizando-o a ele. Ora, o intermediário é apanhado desprevenido, certa noite, ao entrar em casa. Com uma seca pancada na nuca perde os sentidos e é feito refém. É aí que a cena começa, quando a vítima acorda e ganha consciência de onde está e do que lhe está a acontecer: foi raptado e está a ser violentamente interrogado pelos mafiosos no quarto de um motel rasca.

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Ideia e Produção: Hugo Rebelo, Joana Lourenço, Mário Oliveira, Rita Bernardo e Tiago Martins
Ajuda à Produção: Pedro Sá